Páginas

sábado, 22 de novembro de 2014

Assassin's Creed Rogue

Confesso: Rogue não é o Assassin’s Creed que eu queria estar jogando. Quando comecei a campanha, estava muito mais animado com Assassin’s Creed Unity, que a Ubisoft não esconde ser o principal lançamento da série para este ano. Com todo o hype voltado para o título de PlayStation 4 e Xbox One, é inevitável que este título, lançado apenas para a geração passada, não pareça só mais um filler, cuja função de existir é, basicamente, não deixar na mão quem ainda está no PlayStation 3 ou no Xbox 360 - uma estratégia assumida até publicamente.
É uma pena que o game tenha recebido tão pouca atenção do marketing da Ubi, porque não lhe falta qualidade nem potencial. Por trás da falta de esforço do estúdio francês em nos empolgar, da promoção à própria apresentação do game (o design de menus e mapas é o mais fraco desde o primeiro AC), Rogue é uma aventura bem balanceada, que sabe dosar os acertos dos episódios americanos da saga dos assassinos sob um tema pedido há muito tempo pelos fãs: jogar na pele de um templário.
O protagonista Shay Patrick Cormack começa o jogo dentro do clã dos assassinos, e só depois se alia à facção tratada como inimiga até então na franquia, em uma história cujo principal mote é mostrar que ambos os clãs são lados da mesma moeda, e que nem um lado é completamente bom, nem o outro é completamente mau. Fora da simulação dos antepassados, não há nada muito interessante: quem revive as memórias de Shay é um funcionário anônimo da Abstergo Entertainment, a paródia da Ubisoft apresentada em Black Flag.



sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Brasil, Pixar e a história de Overwatch, novo jogo da Blizzard

Quando Overwatch apareceu no telão da BlizzCon 2014, o segundo cenário mostrado foi o Rio de Janeiro. Por isso, quando entrei na sala de entrevista para falar com os desenvolvedores do jogo, não havia como não perguntar sobre a presença do Brasil  no título. No meio de sorrisos e olhares suspeitos, o três gaguejaram e deram a resposta protocolar: "amamos o Brasil, seria um ótimo lugar para levar Overwatch, mas não temos nada para anunciar. Vamos ver o que o virá mais na frente", disse Scott Mercer, designer chefe do projeto.
Não é tão difícil imaginar que a Blizzard explorará o Brasil em um futuro próximo ao jogarOverwatch - um tracer pelos morros da capital fluminense, por exemplo, parece encaixar bem com o estilo sugerido. Fato, porém, é que a desenvolvedora quer tornar o título um reflexo da sua dominação global que começou com Warcraft. "Queremos representar diversos lugares do planeta na construção dos mapas. A história do jogo se passa em um futuro não tão distante para que possamos fazer cenários reconhecíveis, onde as pessoas se sintam em casa e vejam lugares pelos quais já passaram", disse Michael Elliot, diretor técnico sênior do título.

World of Warcraft volta a ter 10 milhões de jogadores após lançamento de Warlords of Draenor

World of Warcraft voltou a alcançar a marca de 10 milhões de usuários, segundo a Blizzard. O número foi alcançado após o lançamento da expansão Warlords of Draenor, em 13 de novembro.
A subida expressiva reverteu a tendência de queda no número de assinantes. De maio a agosto, o MMO havia perdido 800 mil jogadores, e estava com 6,8 milhões de assinantes. Em seu auge, em 2010, o game chegou à marca de 12 milhões de jogadores.
Na expansão, os jogadores poderão assumir papéis na guerra de Draenor. Será possível construir sua própria Guarnição, uma fortaleza que serve de base de operações. Conforme ela cresce, mais aliados se tornam disponíveis.
O continente de Draenor trará sete áreas exploráveis. Agora, o nível máximo do game será 100. Para facilitar a exploração dos novos cenários, cada jogador poderá evoluir um personagem para o nível 90 - mesmo que seja recém-criado.
Modelos e animações de raças como humanos e orcs serão modificados para que se atualizem em relação às novas raças. do game. A expansão também trará novos talentos de classe e um sistema de missões reformulado.

Bayonetta 2

Bayonetta é uma franquia de extremos. É dificil alguém ser indiferente ao frenesi visual imposto pela Platinum. Há um constante "ame ou odeie" acerca dela e não é pra menos. O exagero nos gráficos e na velocidade de seus controles são os principais fatores para tal. Com isso em vista, Bayonetta 2 é mais um atestado de uma assinatura inigualável no mercado, pois não há outro título que traga tamanha excelência em conceitos como jogabilidade, texto e o mais importante de todos: diversão. Afinal, o que mais importa ao jogar videogame?
A primeira convenção quebrada pelo jogo é negligenciar a tão usada câmera cinematográfica. Os closes e "travellings" em sequências pré-renderizadas existem em Bayonetta 2, mas poucas vezes são usadas só para impressionar - como em outros bons exemplos como DmC,God of War e Uncharted. O foco aqui é deixa o jogador no controle das ações, mesmo que isso implique em enfrentar um monstro gigante subindo um arranha-céu. A união do visual japonês das criaturas e a explosão de cores e brilho nas cenas de luta pode parecer confuso no início, mas em pouco tempo os olhos se acostumam e começam a ver a beleza que está por dentro daquele caos.

As figuras históricas de Assassin's Creed

Assassin's Creed nos leva a diversos períodos marcantes da história da humanidade: vivenciamos as Cruzadas, o Renascimento na Itália, a Revolução Francesa, a independência dos Estados Unidos, e, claro, nos deparamos com diversas figuras que você provavelmente já ouviu falar em sala de aula ou leu em algum livro. A seguir, nós listamos alguns dos principais nomes que os diversos protagonistas da franquia encontram, e onde realidade e ficção se misturam em cada retratação. Confira
Leonardo da Vinci (1452-1519) 
Aparece em: Assassin’s Creed II, Assassin’s Creed: Brotherhood, Assassin’s Creed: Revelations
Cientista, matemático, escultor, inventor e autor de algumas das pinturas mais famosas da História, como a Mona Lisa e A Última Ceia: o italiano Leonardo da Vinci é lembrado não apenas por suas enormes contribuições à humanidade, mas também pelo seu trabalho de apoio aos assassinos italianos. Em Assassin’s Creed II, da Vinci torna-se grande amigo do protagonista Ezio Auditore, e fica responsável por decifrar as páginas do códex, que, convenientemente, desbloqueiam diversos aparatos usados pelo jogador, como a lâmina oculta dupla e a máquina voadora.
Nicolau Maquiavel (1469-1527)
Aparece em: Assassin’s Creed II, Assassin’s Creed: Brotherhood
Considerado um dos pais da ciência política moderna, Nicolau Maquiavel trabalhou como oficial do governo de Florença sob o comando dos Médici (que também tem grande importância em AC). Em AC II, ele é apresentado como um membro da alta cúpula dos assassinos, e chega a liderar a ordem na Itália. E, apesar de se estranhar com Ezio em vários momentos da trama, não esconde sua admiração por ele - em Brotherhood, sugere-se que O Príncipe, sua maior obra, é inspirada na vida do protagonista do game.
Rodrigo Borgia (1431-1503) 
Aparece em: Assassin’s Creed II, Assassin’s Creed: Brotherhood
Espanhol radicado na Itália e membro da Igreja Católica, Rodrigo Borgia se tornou o papa Alexandre VI e eventualmente foi acusado de nepotismo, extorsão, envenenamento e outras táticas para coagir seus adversários para se tornar um dos homens mais poderosos da Europa. Nos games, tudo isso é adaptado no roteiro com Borgia como líder dos templários. Em AC II, ele é o grande vilão e chefe do esquema que resultou na execução da do pai e dos irmãos de Ezio.
George Washington (1732-1799) 
Aparece em: Assassin’s Creed III, Assassin’s Creed: Rogue
O primeiro presidente e um dos fundadores dos Estados Unidos tem ligações com ambos os lados da guerra conspiratória de Assassin’s Creed. Seu irmão, Lawrence, um dos templários mais influentes das colônias britânicas, é morto pelo (então assassino) Shay Cormac, protagonista de Rogue. Já no comando das tropas revolucionárias, ele é protegido pelo assassino Connor em AC III. Depois de vencer os britânicos, ele consegue uma Maçã do Eden, artefato poderoso capaz de controlar qualquer pessoa. Entretanto, o objeto lhe dá uma visão na qual ele se torna um déspota e o influencia a seguir o caminho da democracia. O futuro alternativo no qual ele vira rei é o tema do DLC The Tyranny of King Washington.
Benjamin Franklin (1706-1790) 
Aparece em: Assassin’s Creed III, Assassin’s Creed: Unity, Assassin’s Creed: Rogue
Diplomata, filósofo e inventor do pára-raios e das lentes bifocais, Benjamin Franklin foi uma das vozes mais importantes para que as treze colônias se separassem da Inglaterra e se tornassem os Estados Unidos. No game, entretanto, Franklin passa boa parte do tempo alheio às disputas de poder da trama. Em Rogue, por exemplo, ele ajuda Shay a decifrar manuscritos da primeira civilização quando o protagonista está do lado dos assassinos e após se juntar aos templários.
Barba Negra (1680-1718) 
Aparece em: Assassin’s Creed IV: Black Flag
Edward Thatch entrou para a história como o Barba Negra, um dos mais famosos e temidos piratas de todos os tempos, principalmente por seu comportamento implacável em batalhas e sua aparência assustadora. Na série, ele se torna amigo de Edward Kenway, o assassino-titular deBlack Flag. Kenway é resgatado pelo Barba Negra e entra para a tripulação de seu navio, o Vingança da Rainha Ana.
Maximilien François Marie Isidore de Robespierre (1758-1794) 
Aparece em: Assassin’s Creed Unity
Um dos principais nomes da Revolução Francesa, Robespierre é visto de maneira controversa pela História: ele é o homem-chave de um período revolucionário conhecido como Terror, no qual estima-se que cerca de 17 mil pessoas foram decapitadas. Por outro lado, tais ações foram vistas como fundamentais para consolidar a democracia no país. No game, prevalece o lado draconiano de Robespierre: ao lado dos templários, ele ordena todas as mortes. Essa retratação em Unity gerou polêmica na França. Por lá, políticos de esquerda acusaram a Ubisoft de mostrá-lo de forma errônea, e de “fazer propaganda contra o povo”.
Napoleão Bonaparte (1769-1821) 
Aparece em: Assassin’s Creed Unity
Você provavelmente já ouviu falar da figura: Napoleão, líder militar francês que ascendeu ao poder em meio à Revolução Francesa, se auto-proclamou imperador e, em determinado momento, controlou quase toda a Europa continental. Aqui, no entanto, vemos Napoleão ainda em início de carreira, em uma missão na qual ele e o protagonista Arno Dorian cooperam para obter segredos em um dos escritórios do rei Luís XVI.
Qual sua figura histórica favorita da série? Faltou alguma na lista? Deixe sua opinião nos comentários!